R.I.P.

Estou escrevendo para prestar minhas condolências à família do cartunista Glauco e de seu filho, Raoni, assassinados em sua própria casa. O assassino, de acordo com a polícia, era conhecido da família e frequentava a mesma igreja que os dois.

Acho que está mais do que na hora de pararmos um minuto para refletir sobre nossa sociedade. Pessoas morrem por discussões, por futilidades. E não me refiro só ao Glauco, por ele ser famoso. Meu padrinho perdeu um filho de uma forma parecida... e quantas pessoas não perderam algum conhecido ou parente assim também?

Enfim, acho que devemos repensar seriamente na estrutura da sociedade em que vivemos. Devemos buscar meios de pacificar e civilizar nosso cotidiano. Quantas pessoas ainda precisam morrer para fazermos algo a respeito? Claro, é mais fácil ignorar o que acontece ao nosso redor, nos trancarmos em casa e continuar vivendo com uma falsa sensação de insegurança que mascara a verdadeira paranóia e o constante medo que nos cerca.

Chega de hipocrisia, minha gente, a coisa já está mais do que crítica.

Uma homenagem ao trabalho do Glauco:






Oh, África amada
Linda terra mátria
No passado fostes privada
dos que te tinham por pátria

Sofres com os tambores
constantes da violência
Em todos os dias morres
entregando a inocência

Manchada com o sangue,
com a dor e o ódio
A dita paz não extingue
o violento episódio.

O alvo homem busca
matar-te lentamente
Ri constante e jocosamente
enquanto teu brilho ofusca

A fome, a guerra e a doença
exploração sem licença
Frágeis tentativas de acabar
Com nosso eterno lar.

Estamos de volta!

Caros dois leitores, estive afastado um tempo por motivos técnicos. Deu pau na fiação do prédio e eu tô sem internet faz algum tempo já. Mas enfim, vamos falar de coisa (não tão) boas: volto com mais uma (não tão) adorável poesia que vocês tanto (des)gostam.


Breaking chains

No matter if you spread words of irony
There's no escape from this reality
We're bounded by the locks of destiny
Our fate may be nothing but agony

Five hundred years of exploitation and pain
Constant hatred bleeding through a million veins
The dawn is near and I'm afraid
that this injustice shall pass unpaind



Step up and take some responsibility
Remove these chains of oppresion from me
'cause my shoulders are tired of carryin' thee
Take off these shackles of slavery
'cause my feet are burnin' and I am weary!

You think you're a deity
In your fancy shrine of shame
But this faith has no place in eternity
And you are the only one to blame

No matter what you choose
that's all it's gonna be
You can either fight it
or take it for free
But there might be no other way
Not fot you, not for me

God eats god
And every god has it's day...
To fade away.

Ponha um sorriso no seu dia.

O sorriso é a distância mais curta entre duas pessoas (Victor Borge)

Festa na floresta

Inúmeras brancas explosões
perpetuadas por tolos bisões
Espalham-se pelo mundo afora
a cada minuto, até mesmo agora

Esquálidas gralhas berram
contorcendo-se em ávida fome
Ao passo em que uns mamam
aos outros, tudo some

Os pobres ratos vivem nas fezes
E os galos só tomam banho às vezes
Quando chove muito
Ou em outro acaso fortuito

Mataram o moribundo guaxinim
que ciscava no lixo alheio
No mesmo lugar, ceava o mastim
Sem preocupação ou anseio

E os cálices ao léu
reinam em qualquer bordel
Enquanto os passarinhos
ficam mudos, tão tristinhos

Mas deixe estar, deixe estar
Nessa época de ímpar bacanal
Tristeza é mais rara que o ar
Afinal, todos celebram o carnaval

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